Alimentação Funcional – o que significa?
Diariamente, temos acesso a informação sobre como ter uma vida saudável, sobre refeições saudáveis, sobre o que comer, o que não comer e muitas vezes, as informações são contraditórias. Acredito que tal como eu, por vezes seja difícil de entender, afinal o que devemos ou não fazer.

E a resposta é … não existe uma resposta certa igual para todos, pois todos nós somos diferentes e temos necessidades diferentes, consoante as fases da nossa vida!
Todos nós somos seres individuais, com características individuais e o que é bom para mim, pode não ser bom para si… e ainda bem que assim é…. senão a vida ficava um pouco sem graça!:)
Ao longo da nossa vida, passamos por situações que por vezes deixam o nosso corpo mais debilitado, quer seja emocionalmente (um desgosto, uma perda, stress, etc), quer seja fisicamente (toma de antibióticos, uma doença, poucos rituais de auto-cuidado, má alimentação, poucas horas de sono, meio onde vivemos, etc) e por vezes, o nosso corpo manifesta-se das mais variadas formas, como obstipação, má digestão, alergias, diarreias, retenção de líquidos, eczemas, dores, infecções urinárias, apetites, entre muitas outras.
Por outro lado, o que nós comemos, é efetivamente o combustível que o nosso organismo vai utilizar para funcionar, logo se lhe dermos o combustível correto, vamos ter mais saúde.

É verdade também, que muitas das questões alimentares devem ser iguais para todos nós, como evitar açúcar, glúten, alimentos processados, gordura trans, etc, mas existe mais para além disto!
O ideal é vivermos bem e termos um estilo de vida saudável por forma a prevenir doenças e termos muita saúde, mas nem sempre acontece, até porque por vezes ainda estamos a tentar perceber como funciona o nosso corpo e o que é efetivamente bom para nós ou porque estamos a passar por uma situação mais vulnerável e o nosso corpo precisa de apoio.
É por isto que a alimentação funcional é tão importante e a melhor parte é que só depende de nós, a partir do momento em que aprendemos a ouvir o nosso corpo e a dar-lhe o que efetivamente precisa para voltar a encontrar o seu equilíbrio!
Por exemplo, quando se apercebe que tem problemas digestivos, pode recorrer ao limão de forma funcional e beber um pouco de água com limão para ajudar na digestão antes da refeição ou colocar algumas gotas na comida. Também pode ainda começar o dia com um batido que tenha ananás e/ou papaia, pois pela presença de enzimas digestivas nestas duas frutas, vão contribuir para uma melhor digestão.
No caso da obstipação, nada mais simples do que começar por beber água de forma gradual, mas também rever a alimentação da pessoa em questão e ver o que necessita acrescentar e/ou retirar, para que as idas à casa de banho se tornem regulares e que deixe de ser um pesadelo!
Em caso de diarreias, repor a flora intestinal é muito importante, assim como manter a hidratação. Por isso, o primeiro passo é ajudar a descobrir o que está a causar estes episódios e apoiar o organismo com alimentos fermentados (probióticos), até que se restabeleça novamente o equilíbrio.
Pessoas que têm sempre muitas dores e que têm tendência a estar sempre inflamadas, primeiro é necessário perceber o que está a causar este desconforto e depois apoiar com alimentos que têm poder anti-inflamatório, como a curcuma, ou seja, alimentos cuja a função é apoiar a desinflamação do corpo, até voltar ao seu estado de equilíbrio.
Nós mulheres, consoante a fase do ciclo menstrual, temos necessidades diferentes! Muitas de nós, quando estamos quase a menstruar, temos vontade de comer doces. Isto acontece por questões hormonais, mas também porque efetivamente o nosso corpo vai precisar de mais energia, daí surgir a necessidade de comer doces, ou seja, nada mais do que o nosso organismo a pedir mais energia. Então, em vez de comermos doces cheios de açúcar que só vão causar inflamação e que por vezes contribuem ainda mais para as dores que algumas de nós sentimos no início da menstruação, optar por tâmaras, chocolate negro, bananas e/ou alimentos ricos em gorduras boas, como ómega-3, que ajudam na saciedade e na redução do processo inflamatório. O mesmo se aplica no caso das mulheres que têm apetites por comidas cheias de gordura!
Já quando estamos com gripe ou constipados, incluir agrião na alimentação e alimentos ricos em vitamina c torna-se uma mais-valia, pois o agrião vai atuar ao nível da inflamação respiratória, é remineralizante, rico em vitaminas do complexo B e C e expectorante, enquanto que alimentos ricos em vitamina C têm um poder antioxidante alto e vão auxiliar o sistema imunitário na remoção de radicais livres, como frutos vermelhos, kiwi e vegetais de folha verde-escura.

Quando temos animais em casa, é importante desparasitar os animais, mas também quem convive com eles. Como prevenção, podemos incluir na nossa alimentação pevides de abóbora, pelo seu poder vermífugo.
Outra situação bastante comum, relaciona-se com os grupos sanguíneos. Por exemplo, pessoas do grupo O, precisam de ingerir mais carne vermelha do que por exemplo alguém do grupo A, que tem mais tendência a ingerir vegetais e hidratos de carbono.
A alimentação funcional é uma ferramenta muito útil que temos ao nosso dispor, a partir do momento em que temos a consciência do que realmente o nosso corpo necessita.
Pront@ para ter mais saúde?
