E se Deus for apenas Amor? | Ecos da Alma – Reflexões sobre o invisível que nos guia por Josimeia Pereira

A humanidade faz essa pergunta desde os primórdios e talvez, por isso mesmo, não se admite respostas simples. Durante todo o percurso da história, Deus foi nomeado, desenhado, venerado, temido, discutido e usado como bandeira por culturas, religiões e correntes espirituais.
Mas e se puséssemos de lado, por um momento, os nomes, os credos, as formas?
E se escutássemos essa pergunta não com a mente, mas com o coração?

Quem é Deus… dentro de mim?
Há quem diga que é Pai. Outros dizem que é Mãe.
Alguns creem num Deus único e a quem enxergue a divindade em todas as coisas.
Quem o encontre num templo, quem o sinta numa floresta ou o invoque no silêncio de uma lágrima.
Há ainda os que não conseguem acreditar, e ainda assim, sentem sua presença inexplicável em certos momentos da vida.
E se Deus não for um lugar, nem uma figura, nem uma doutrina?
E se Deus for… apenas Amor?
Não o amor romântico, nem o amor que exige algo em troca.
Falo do amor puro, que acolhe, que permite, que se expande.
O amor incondicional que sustenta, que não controla, que não separa.
Deus, talvez, seja essa força silenciosa que nos segura quando tudo parece desabar sobre nossas cabeças.
Que se faz presente quando o mundo se cala, ou simplesmente aparece nos olhos de alguém que nos vê com verdade.
A brisa que acalma sem dizer nada, a mão que ampara sem perguntar porquê.
Se Deus é amor, então tudo aquilo que nasce do amor — sincero, livre, compassivo — é sagrado.
E se tudo o que nasce do amor é divino…então é possível que tu também sejas Deus, talvez sejamos todos manifestações desse amor em forma humana.
Sendo assim, não estamos aqui para encontrar Deus, mas para lembrar que já somos parte d’Ele. Ou d’Ela. Ou disso. Ou daquilo que não se nomeia, mas se sente.
Há quem o encontre numa oração, numa meditação, num abraço inesperado.
Em uma música que toca onde nada mais chega.
Numa dor que se transforma ou numa flor que insiste em nascer entre as pedras.
Entretanto, aparece-me sempre esse questionamento…E se Deus for energia?
Aquela que pulsa nas folhas, nas marés, no sangue, no ciclo da lua, no bater do coração?
Energia que nos move quando estamos perdidos e que nos chama de volta ao centro, mesmo quando o mundo insiste em nos afastar.
Essa espiritualidade não julga, não exige, não separa os “bons” dos “maus”.
Ela inclui. Ela entende. Ela espera.
Ela sabe que todos estamos no caminho — e que este, em si, já é divino.
Falar de Deus sem religião pode parecer ousado para uns, vazio para outros.
Mas não se trata de negar nenhuma crença — trata-se de abrir espaço para todas.
De lembrar que, talvez, no fundo, todas estejam a falar da mesma coisa — com linguagens diferentes.
E se, em vez de tentar entender Deus, tentássemos simplesmente sentir?

Na respiração.
Na ternura.
Na natureza.
Na pausa.
Na escuta.
Talvez aí descobríssemos que Deus nunca esteve fora.
Sempre esteve dentro.
Sempre foi Amor, energia vital.
E nós, somos parte Dele.
Vibrando Cura,
Josi Pereira
Naturopata | idealizadora do projeto Naturoempatia

