Consumir Peixe Gordo – Porque nos faz tão bem?! Dica para reduzir carga de metais pesados no interior!

Ricos em ómega 3, os peixes gordos são uma mais valia a incluir na nossa alimentação.

Nos dias de hoje e cada vez mais vejo isto acontecer nas consultas em prática clínica, as pessoas consomem menos peixe, principalmente peixe gordo de tamanho pequeno.

E das pessoas que consumem, preferem salmão ou atum porque vão ao restaurante de sushi ou alguns optam por robalo ou dourada.

É verdade que tanto o salmão como o atum são peixes ricos em ómega 3, no entanto, por serem peixes de grande porte, apresentam elevados níveis de metais pesados que prejudicam o correto funcionamento do nosso organismo, diminuindo a nossa vitalidade e qualidade de vida.

Como alternativa e para quem gosta mesmo muito destes peixes, recomenda-se o consumo destes provenientes de meio selvagem e antes de ser consumido / confeccionado, quelar o peixe, ou seja, reduzir a sua carga de metais pesados.

Para isso, uma das técnicas que existe consiste em demolhar o peixe fresco cerca de 30 minutos em chá verde à temperatura ambiente antes da preparação…. fica a dica! 🙂

Mas, porque é tão importante consumir alimentos ricos em ómega 3, como os peixes gordos?

Ómega 3 é um ácido gordo e a este, normalmente está associado o Ómega 6, ambos gorduras polinsaturadas essenciais.

Existem 3 tipos de ómega 3: ácido alfa-linoleico (ALA), ácido eicosapentaenoico (EPA) e  ácido docosaexaenoico (DHA).

Quanto ao ómega 6, temos: ácido linoleico (LA), ácido gama-linolenico (GLA) e ácido Araquidónico (AA).

Estes ácidos gordos polinsaturados essenciais, têm algumas funções importantes no nosso corpo, tais como:

  • Estimulam o crescimento e desenvolvimento
  • Ação anti-inflamatória
  • Importantes para a saúde e crescimento da pele e do cabelo
  • Na cicatrização de feridas
  • Reduzem os níveis de colesterol no plasma
  • Reduzem a agregação plaquetar
  • Fazem parte da composição das membranas celulares
  • Auxiliam a função cerebral
  • Estão presentes na produção de hormonas

No entanto, tendo em conta os nossos hábitos alimentares de hoje em dia, acabamos por consumir mais ómega 6 do que ómega 3 de uma forma desproporcional, isto porque o consumo deve ser 2/4:1 (ómega6:ómega3) e acaba por ser entre os 10/20:1.

Esta desproporção acontece uma vez que consumimos em excesso alimentos ricos em ómega 6.

Fontes Alimentares de Ómega 3

Alimentos ricos em ómega 3, são os peixes gordos frescos e selvagens, como:

sardinha, carapau, arenque, cavala, anchova, por exemplo.

O salmão e o atum também são, mas nestes dois casos temos a questão dos metais pesados, já mencionado anteriormente.

Fontes Alimentares de Ómega 6

Alimentos ricos em ómega 6, temos o gérmen de trigo, óleos vegetais, óleo de fígado de bacalhau, carne e ovos.

Esta desproporção entre os ómegas 6 e 3, onde existe mais consumo de ómega 6 do que ómega3, leva a processos inflamatórios, o contrário do que pretendemos.

Assim sendo, convido-vos a ter mais atenção à vossa alimentação, incluir mais peixes gordos e selvagens ricos em ómega 3, mais legumes e vegetais, não cozinhar demasiado os alimentos para não perderem os seus nutrientes e não oxidar as gorduras, e ter mais atenção com a ingestão de alimentos ricos em ómega 6.

Precisa de ajuda para ter uma alimentação e estilo de vida mais saudável, alinhado com as suas necessidades?

Com Paixão,

Rita

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