A Importância de Estarmos Conectados com o Nosso “Eu”
Hoje em dia, vivemos tão apressados, tão cheios de tarefas, distrações e preocupações, que muitas vezes esquecemos de olhar para dentro. E quando nos afastamos de quem realmente somos, o corpo sente. A mente também. E o nosso sistema nervoso fica em constante alarme — como se estivéssemos sempre em “modo de sobrevivência”.

Mas a boa notícia é que há forma de mudar isto.
E a ciência já mostrou que estar em contacto com o nosso “eu” interior — aquilo que muitos chamam de espiritualidade — pode fazer maravilhas pela nossa saúde e bem-estar.
O que acontece no corpo quando vivemos desconectados?
O nosso corpo tem um sistema chamado nervoso autónomo, que é o responsável por gerir coisas básicas como a respiração, os batimentos do coração ou a digestão. Este sistema tem duas partes:
• O sistema simpático, que nos prepara para agir em situações de stress (como fugir ou lutar);
• E o sistema parassimpático, que nos ajuda a relaxar, descansar e recuperar.
Se vivermos sempre em stress, ansiosos ou sem tempo para parar e sentir, é o sistema simpático que fica constantemente ativo. Resultado? Insónias, ansiedade, tensão muscular, problemas digestivos, falta de energia… e até doenças a longo prazo.
A ciência confirma: espiritualidade faz bem à saúde
Vários estudos científicos já mostraram que práticas ligadas à espiritualidade — como a meditação, a oração, a respiração consciente ou até simplesmente parar para ouvir o coração — ajudam a equilibrar o sistema nervoso e a melhorar o nosso estado físico e emocional. Aqui ficam alguns exemplos:
• Investigadores da Universidade de Harvard descobriram que 8 semanas de meditação ajudam a reduzir o stress e até a mudar partes do cérebro relacionadas com a memória e o controlo das emoções.
• Outros estudos mostram que pessoas com uma prática espiritual regular têm menos sintomas de depressão e ansiedade.
• E o Instituto HeartMath, nos EUA, fala da chamada “coerência cardíaca” — um estado em que o coração, o cérebro e as emoções entram em harmonia. Eles comprovam que sentimentos como a gratidão, o amor ou a compaixão têm um impacto direto no corpo, melhorando o ritmo cardíaco, a respiração e o foco mental.
Como podemos reconectar com o nosso “eu”?

Não é preciso muito. E não tem de ser nada místico ou complicado. Pequenas práticas diárias fazem toda a diferença:
• Respirar fundo e com intenção algumas vezes por dia;
• Fazer uma pausa em silêncio e escutar o corpo;
• Escrever o que se sente, sem filtros;
• Agradecer, mesmo as pequenas coisas;
• Passar tempo na natureza;
• Meditar ou simplesmente estar presente no momento.
O mais importante é escolher aquilo que faz sentido para cada um — e que traga essa sensação de regresso a casa.
Espiritualidade não tem de ter um nome, nem uma religião. É, acima de tudo, uma forma de estarmos mais inteiros, mais presentes e mais em paz. Quando nos voltamos para dentro, escutamos o que o corpo e o coração têm para nos dizer — e isso muda tudo.
Estar ligado ao nosso “eu” é uma questão de saúde, de equilíbrio e de bem-estar. E todos temos essa capacidade dentro de nós.
Convido-te a ler as palavras Josimeia Pereira sobre este tema (clica na imagem).
Com Paixão,
Rita


