Endorphine @ Cicloficina por Pauline David | Este mês falamos de correntes, afinações e… quedas memoráveis!

Na Endorphine, este mês falamos de correntes, afinações e… quedas memoráveis! Andar de bicicleta é muito mais do que pedalar, também é cair, levantar, rir e continuar!

A minha bicicleta precisava de uma nova corrente. Fui procurar ajuda e encontrei o tema da Endorphine do mês com a Cicloficina da Junqueira

Normalmente estão presentes pessoas voluntárias com algumas ferramentas e material para pequenas afinações e arranjos. A Cicloficina funciona duas vezes por mês: 

  • às primeiras 5ª feiras de cada mês na Travessa Artur Lamas, das 18h30 às 20h30, 
  • aos terceiros sábados de cada mês, na Biblioteca de Belém, das 15h às 17h.

Contacto Cicloficina Junqueira : cicloficinajunqueira@gmail.com

Quem sabe andar de bicicleta, também sabe que cair faz parte da aprendizagem. Para encontrarmos o equilíbrio, temos que continuar em movimento. 

Vamos dar uma vista de olhos às quedas memoráveis dos voluntários da Cicloficina. 

A Raquel não se lembra da primeira vez em que andou de bicicleta mas lembra-se de uma queda em criança. Ela estava a andar de bicicleta num parque. Não sabe muito bem como aconteceu, mas ela caiu de lado, diretamente para o canteiro cheio de alfazemas. Chegou a cheirar alfazema por todo lado. Uma lembrança tão doce.

A Mariana tem outra lembrança muito querida. Ia comprar os deliciosos pastéis de Belém para a família. Estava a andar muito tranquilamente de bicicleta. Surgiu um carro que travou e não a viu, e badaboum ! Os pasteis voaram no ar. Mas acabou tudo bem : a bicicleta impecável e os pasteis intactos (e que provavelmente não duraram muito)! 

O Nuno lembra-se do terreno onde o pai lhe ensinou a andar de bicicleta. Depois de se sujar bastante e de cair umas quantas vezes, lá conseguiu andar! 

O João Pedro aprendeu a andar na cidade, com os amigos, à bruta! O método era sempre o mesmo: iam para um sítio inclinado, e começavam a pedalar. Foi assim que aprendeu. Todo ao molho e fé nos travões!

Que percursos costumam fazer? Quantos quilómetros? Com que frequência?

Cada pessoa faz o seu percurso, conforme o respetivo trabalho. Por isso, depende muito e varia bastante.

A Raquel gosta de não trabalhar muito longe : são uns 6 quilómetros, por isso faz uns 12 por dia. Às vezes faz outros percursos, vai ao cinema, vai ter com amigos mais longe.Usa os transportes públicos em 50 % do tempo e nos outros 50 %, ela costuma andar de bicicleta na cidade. 

A Mariana começou a usar a bicicleta mais tarde do que os outros voluntários e, quando começou, foi logo a dar tudo! Chegou a fazer uns 30 ou 40 km por dia e acabava de rastos! Agora ela trabalha mais perto de casa e consegue ir a pé para muitos sítios. Está numa fase de transição : usa um bocado os dois, bicicleta e transportes públicos. Usa também as Gira, ou seja não tem um meio de transporte principal.

O Nuno usa SEMPRE a bicicleta para ir e vir do trabalho. Usa a bicicleta para tudo e alia com o comboio quando tem de fazer mais quilómetros. Mesmo assim, pedala em média uns 25 km. É a rotina diária dele. Também vai de bicicleta às compras ou para sair à noite. 

O João Pedro faz as compras na zona. Quando vai trabalhar, vai sempre de bicicleta e depois usa também o comboio. Dá uns 5 ou 6 km, às vezes mais.

Mas vamos ser honestos, e quando não lhes apetece andar de bicicleta?

O Nuno vai sempre de bicicleta para o trabalho, mesmo quando está mais cansado. Não pensa de outra maneira, porque é o mais conveniente e tornou-se automático. O mais natural, para ele, é ir de bicicleta.

Faça chuva, faça sol, o Nuno veste um impermeável e segue caminho.

A Mariana não faz tanto. Explica que, como o trabalho dela implica muita movimentação ao longo do dia, às vezes a preguiça vence. Mas também reconhece que é importante aceitar outras formas de se movimentar e usar alternativas.

O que lhe dá mais preguiça ao João Pedro é mesmo o tempo. Não pode com a chuva! O vento ainda vai, mas andar à chuva… NÃO! O percurso em si não o incomoda, mas o tempo que está faz diferença. Quando chove, deixa a bicicleta e vai de transportes públicos.

A Raquel também não pode com a chuva e tem os transportes públicos ao pé de casa que a levam diretamente para o trabalho, então quando está mau tempo não pensa duas vezes. Quando não chove, vai de bicicleta. 

Será que têm alguma dica para quem queira começar a andar? 

Ambas a Mariana e a Raquel recomendam encontrar um “bike buddy” : a boa companhia, as dicas experientes, a confiança que traz, fazem logo a diferença. 

Além disso, uma bicicleta é uma bicicleta. Não é preciso uma bicicleta XPTO para começar a andar.  

Cada pessoa tem o seu percurso, o seu ritmo e, claro, os seus desafios da vida quotidiana. Toda a gente cai. Toda a gente se levanta. Há quem pedala em modo ciclista-ninja, faça chuva, faça sol. Há quem gosta de manter as meias secas. Está tudo bem com isso. Ninguém está certo. Ninguém está errado. 

Portanto, bora lá.

Já percebeste que na Endorphine, o mais importante é mantermo-nos em movimento (é só assim que a bicicleta mantém o equilíbrio)! 

FUN FACT : dizem que os ciclistas são daltónicos. Pois, não param nos semáforos!

Mais informações sobre as bicicletas partilhadas :https://www.gira-bicicletasdelisboa.pt/https://oeirasmove.pt/https://mobi.cascais.pt/geral/quiosques-mobicascais

À bientôt,

Pauline 🌿

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